O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em leve queda de 0,1%, aos 139.303 pontos. No cenário doméstico, a Pesquisa Mensal de Comércio de maio veio abaixo do esperado, reforçando sinais de uma desaceleração gradual da atividade econômica. No cenário internacional, as incertezas em torno da política comercial do governo Trump continuaram, com novas declarações do presidente dos EUA ameaçando tarifas de até 200% sobre medicamentos e 50% sobre o cobre.
O principal destaque positivo do dia foi Minerva (BEEF3, +8,2%), estendendo sua trajetória de alta em julho, com ganhos acumulados de 15,5% no mês. Recentemente, nossos analistas elevaram a recomendação para Compra e destacaram o papel como top pick no setor de Agro, Alimentos & Bebidas, sustentado por um valuation atrativo e dinâmica positiva de lucros (veja mais detalhes aqui). Na ponta negativa, Azzas 2154 (AZZA3, -3,9%) e RD Saúde (RADL3, -3,8%) recuaram, pressionadas por expectativas negativas em relação aos resultados do 2T25 (confira a prévia dos nossos analistas para Azzas 2154 e RD Saúde).
Para o pregão de quarta-feira, o principal destaque da agenda econômica será a divulgação da ata do FOMC.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira (08) com fechamento na parte curta, e abertura nos vértices intermediários e longos da curva. No Brasil, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, registrou uma queda de 0,2% nas vendas do varejo em maio (na comparação mensal), contrariando as expectativas do mercado. Esse resultado contribuiu para o fechamento da parte curta da curva. Já os demais vértices foram influenciados pelo cenário internacional. Nos Estados Unidos, o presidente Trump sinalizou a intenção de aplicar tarifas a países do BRICS, à União Europeia e a produtos estratégicos, como o cobre, o que aumentou a incerteza entre os investidores. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,89% (-0,4bp vs. pregão anterior), enquanto os de dez anos em 4,41% (+2,5bps). Na curva local, o DI jan/26 encerrou em 14,92% (- 0,3bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,19% (- 1,5bp); DI jan/29 em 13,33% (+1,8bps); DI jan/31 em 13,45% (+5,6bps).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,1%), após mais um dia levemente negativo marcado por novos anúncios de tarifas, incluindo alíquota de 50% sobre importações de cobre e a sinalização de uma tarifa sobre fármacos adiante. Para hoje, o mercado aguarda novos anúncios sobre a política comercial americana, assim como a divulgação da ata da última reunião do FOMC.
A reação dos mercados globais aos novos anúncios foi mais modesta que a registrada no início do segundo trimestre, em parte pela antecipação das expectativas, efeitos de segunda ordem da reorganização do comércio global decorrente das tarifas e movimento estrutural de rotação para fora dos EUA. Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,8%), na China, as bolsas fecharam negativas (CSI 300: -0,2%; HSI: -1,1%) e alguns dos mercados mais afetados tarifas anunciadas na segunda-feira, Coreia do Sul e Japão, reagiram positivamente (KOSPI: 0,6%; Nikkei 225: 0,3%).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira com queda de 0,15%, pressionado tanto pelo desempenho negativo dos Fundos de Papel quanto dos FIIs de Tijolo, que registraram desvalorizações médias de 0,05% e 0,04%, respectivamente. Entre as maiores altas do dia, estiveram PATL11 (2,9%), VGRI11 (1,9%) e HCTR11 (1,5%). Já VGIR11 (-1,6%), BROF11 (-1,3%) e HSAF11 (-1,2%) apresentaram as maiores quedas.
Economia
O presidente Trump estendeu o prazo para a aplicação de "tarifas recíprocas" até 1º de agosto. As tarifas estavam previstas para entrar em vigor hoje. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) publica hoje a ata de sua reunião de política monetária de junho. Analistas de mercado estarão atentos a sinais se o banco central considera retomar os cortes de juros nos próximos meses.
No Brasil, as vendas no varejo de maio confirmaram a desaceleração gradual da economia, enquanto o governo e o Congresso discutem alternativas para aumentar a receita tributária este ano, à luz da derrubada do decreto presidencial que elevou as aliquotas de IOF para diversas operações financeiras.
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ECONOMIA: 1. Tarifas e ata do Fed em destaque COMMODITIES: 1. Mineração e Siderurgia: Trump vai impor tarifas de 50% sobre as importações de cobre nos EUA; Preços do Minério de Ferro +2% S/SEMPRESAS: 1. Azzas 2154 (AZZA3): Prévia 2T25 | Um curto prazo ainda turbulento pela frente 2. Mercado Livre (MELI34): Prévia 2T25 | Margens pressionadas devido a investimentos3. Cyrela (CYRE3): Resiliência mantida com outro trimestre forte operacionalmente 4. RD Saúde (RADL3): Prévia 2T25 | Mais um trimestre fraco apesar de melhores tendências de SSS (Vendas Mesmas Lojas) 5. Tenda (TEND3): Dados operacionais positivos com continuação da expansão em lançamentos 6. Boa Safra (SOJA3) | Perspectiva positiva, mas ainda sem gatilho para re-rating; Prévia dos Resultados do 2T25; Atualização de Estimativas e Preço-AlvoESTRATÉGIA: 1. Factor Pulse: mês positivo para todos os fatoresRENDA FIXA: 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO & FUNDOS: 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias 2. XPLG11 | Impactos da potencial aquisição dos imóveis do RBRL11 e do RDLI11ESG: 1. China lidera construção de projetos de energia solar e eólica, diz Global Energy Monitor | Café com ESG, 09/07
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