| Agora denunciado pela PGR por corrupção, Juscelino Filho pediu demissão (Lula havia dito que o demitiria se a denúncia chegasse). Como as suspeitas sobre o ex-ministro já o rondam há dois anos, é de se ver na decisão um certo atraso, além da perda de oportunidade de cumprimento de uma promessa. E é isso que apontam colunistas do UOL. Para Andreza Matais, Lula, se desse ouvidos para reportagens da imprensa profissional, se pouparia de carregar pesos como o que o político chegado a cavalos representou. Afinal, foram muitas delas. "Ignorar as revelações feitas pela imprensa virou rotina no governo Jair Bolsonaro. O orçamento secreto, também revelado pelo time do Estadão, foi tratado como mentira. Quando Lula assumiu o poder, fez discurso enaltecendo o trabalho da imprensa. Até agora, não deu uma entrevista coletiva e ignorou as reportagens que incomodaram seu governo", escreve. Josias de Souza também critica a morosidade do presidente. "Lula poderia ter vetado o nome de Juscelino quando recebeu a indicação do União Brasil. Teve nova chance quando o ministro cavou uma agenda em São Paulo como pretexto para voar em jato da FAB para um leilão de equinos. Perdeu outra oportunidade quando a Polícia Federal indiciou o auxiliar por desviar verbas do antigo orçamento secreto", enumera o colunista. "A sobrevida de um ministro que nem deveria ter sido nomeado revelou que Lula não aprendeu que, com tantos erros novos por cometer, convém evitar erros antigos. Contemporizar com malfeitorias uma vez é negligência, duas vezes é reincidência, três vezes é inconveniência, quatro vezes é indecência". |