
Caro leitor,
A maior parte dos feriados religiosos são cercados de tradições. No Natal, é hora de reunir a família e trocar presentes. Na Páscoa, o bacalhau e os ovos de chocolate não podem faltar.
Já na B3, todo feriado — seja ele religioso ou não —, não começa sem antes termos uma pitada de cautela, afinal, ninguém quer correr o risco de o cenário mudar enquanto celebra e ver o seu patrimônio derreter na segunda-feira.
A baixa liquidez desta quinta-feira (06) não foi observada apenas no Brasil. Nos Estados Unidos e alguns países da Europa, o comportamento foi o mesmo. Todos se preparando para a pausa nas negociações para a Sexta-Feira Santa.
Ainda que o dia tenha sido marcado pelas entrevistas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a sessão foi de uma agenda esvaziada, sem novidades a serem repercutidas.
O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,15%, aos 100.821 pontos. Na semana, o recuo foi de 0,93% — pressionado principalmente pelo temor de que a nova alta do petróleo acelere a inflação global. Já o dólar à vista terminou o dia em alta de 0,16%, a R$ 5,0581, mas caiu 0,21% desde segunda-feira.
O recente corte de mais de um milhão de barris de petróleo feito pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) garantiu uma Páscoa gorda para os acionistas da PRIO (ex-PetroRio; PRIO3), que viram os seus papéis subirem mais de 11% na semana.
Já os da Natura (NTCO3) não tiveram tanta sorte. Apesar do anunciado da venda da Aesop para a L'Oréal em uma transação bilionária, os investidores parecem longe de conquistar a confiança de outros tempos na gestão da companhia. As ações lideraram as perdas do Ibovespa, recuando mais de 15% em quatro sessões.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.