
Caro leitor,
Os aplicativos de bancos e corretoras facilitaram a nossa vida financeira, mas também trouxeram consigo novos riscos: hoje, as perdas materiais de ter um celular perdido, roubado ou furtado podem ir muito além do custo do aparelho em si.
Criminosos cada vez mais habilidosos digitalmente conseguem acessar os apps, limpar as contas e até fazer empréstimos, com a maior facilidade, em nome da vítima. Isso sem falar nos sequestros-relâmpago - em que a própria vítima é obrigada a fazer PIX ou sacar dinheiro para os bandidos - e nas já "tradicionais" clonagens de cartão de crédito.
A "inovação" no crime obriga as instituições financeiras a tentarem estar sempre um passo à frente, investindo em segurança para seus canais digitais e diversas camadas de autenticação, como biometria facial, autenticação em dois fatores e a possibilidade de o usuário programar restrições para transações em determinados horários.
Mesmo assim, não faltam relatos de pessoas que tiveram o smartphone levado por assaltantes, que aproveitaram para também fazer transferências a partir de suas contas bancárias, pagamentos no seu cartão de crédito virtual e obter até milhares de reais em crédito pré-aprovado em seu nome.
Fazendo um rápido levantamento nas redes sociais, chama a atenção a quantidade de relatos desse tipo por parte de clientes do Nubank, maior banco digital do país, com mais de 70 milhões de usuários que interagem com a instituição basicamente pelo aplicativo de celular. É frequente também a queixa de que o Nubank demora a resolver o problema.
Uma das perguntas respondidas no quadro A Dinheirista desta semana tem a ver com isso:
Meu celular foi roubado e fizeram um estrago na minha conta do Nubank. Empréstimos e contas que passam dos R$ 20 mil. Eu ganho salário de estagiária e não posso pagar, mas eles estão fazendo ‘corpo mole’ para resolver o meu problema. O que devo fazer? Já a segunda pergunta da semana mais parece fruto de uma parceria entre Nelson Rodrigues e Franz Kafka:
Minha amiga perdeu o emprego durante a pandemia e eu a convidei para morar comigo. Foram dois anos vivendo nas minhas costas até que eu pedi para ela começar a se organizar para se mudar. Agora ela alega que tínhamos uma união estável e está me processando por metade de tudo que eu tenho. Comprei um apartamento no período. O que fazer? As respostas para essas duas perguntas você pode conferir
neste vídeo no canal de YouTube do Seu Dinheiro. E se você também tiver alguma dúvida para tirar com a Dinheirista relacionada a finanças e investimentos, basta enviá-la para adinheirista@seudinheiro.com.