
Bom dia!
Você pode detestar chocolate, fugir de uma barra ao leite como o diabo foge da cruz e dizer que prefere um biscoito integral de arroz. Não importa: é Páscoa, e você vai acabar comprando ou recebendo uma lembrancinha de cacau.
É verdade que, em tempos de inflação ainda elevada e juros lá no alto, o poder de compra do brasileiro diminuiu — e, com isso, o insuportável debate a respeito do preço dos ovos e o quão mais barato é um tablete de chocolate até ganha um suporte válido.
Afinal, não é todo mundo que tem dinheiro no bolso para visitar as gôndolas de supermercado e escolher um belo presente do coelhinho; infelizmente, em tempos difíceis, o lado lúdico da celebração é o primeiro a ser cortado.
Mas isso não quer dizer que a Páscoa será de vacas magras — talvez haja espaço para um bacalhau na ceia. Veja, por exemplo, o comportamento dos mercados financeiros nesta véspera de feriado.
No lado político-econômico, os ovos têm vindo um pouco amargos: sabor recessão nos EUA, recheio de briga entre Fazenda e Banco Central, cobertura de tensão cada vez maior no leste europeu.
Ainda assim, presentes amigáveis elevam o espírito das bolsas. Na Europa, um bela surpresa: um ovo sabor produção industrial acima do esperado na Alemanha dá forças aos principais índices acionários do velho continente.
E, por aqui, Fernando Haddad e Roberto Campos Neto trocaram coelhinhos de chocolate: o arcabouço fiscal tem sido tratado como uma espécie de presente de Natal antecipado — embora alguns o considerem uma prenda de amigo da onça disfarçada.
Nesse contexto, a quinta-feira vai amanhecendo com um tom bastante calmo no exterior, com Europa em alta e EUA perto da estabilidade. Até mesmo as commodities, que tanto trouxeram tumulto às negociações nos últimos dias, têm um dia tranquilo.
Ah, nada como o espírito da Páscoa para acalmar os ânimos — ou um belo chocolate.
Veja como estão os principais mercados globais nesta manhã e confira os destaques da quinta-feira; lembre-se que, amanhã (7), as negociações estarão fechadas no Brasil e em boa parte do mundo por causa do feriado.