
Escapar de um calabouço não deve ser algo trivial. Hoje, essas estruturas são raras. Em alguns castelos medievais ocorrem visitas guiadas às masmorras. No passado, porém, os calabouços foram relativamente populares - e bastante temidos.
Em muitos casos, a estrutura era subterrânea e a única saída existente encontrava-se no teto. A pessoa era atirada lá dentro e nem havia uma escadinha para sair. Então, como escapar de uma prisão assim?
Esta é a resposta que vem sendo exigida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação a um novo arcabouço fiscal. E é altamente provável que ela seja conhecida hoje.
Lula receberá no Palácio do Planalto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, além de outros membros do alto escalão do governo.
A expectativa é de que seja batido o martelo quanto à proposta construída por Haddad para a substituição do teto de gastos como âncora fiscal.
O encontro está marcado para as 15h e os detalhes são ansiosamente aguardados, especialmente entre os participantes do mercado financeiro.
Simone Tebet assegura que a proposta vai agradar tanto à classe política quanto ao mercado. O que se sabe até o momento é que a ideia é zerar o déficit nas contas públicas até 2024.
Quem está de olho na proposta é a diretoria do Banco Central (BC), que anda em busca de qualquer argumento que justifique a sinalização de uma queda nos juros num futuro próximo.
Enquanto os detalhes não vêm à tona, os investidores continuam reagindo à crise bancária deflagrada pela alta dos juros nos Estados Unidos.
Hoje eles também estarão de olho nos detalhes da nova recuperação judicial da Oi e na venda de mais uma fatia do Casino na rede de atacarejo Assaí.
Para ficar por dentro de como tudo isso influencia seus investimentos hoje, acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.