Caro leitor, Quando o 16º maior banco dos Estados Unidos quebra, é hora de acender o sinal de alerta e fazer uma avaliação mais criteriosa da sua carteira de investimentos. Mas antes de entrar “em pânico”, é importante você entender o que rolou com o SVB. Dois fatores pesavam sobre a companhia: 1) Má gestão de risco; Segundo especialistas, o banco estava muito exposto, tendo grande percentual de ativos investido em títulos lastreados em hipotecas — que são mais arriscados que títulos públicos. 2) Foco no mercado de tecnologia; Grande parte dos clientes do SVB eram startups do Vale do Silício e de outras partes do mundo que buscavam recursos nos Estados Unidos. O setor de tecnologia já vinha sofrendo com a alta de juros, o que tem dificultado a tomada de empréstimos para manter suas atividades. No final de fevereiro, o banco precisou se desfazer às pressas de bilhões de dólares em títulos, o que resultou em um prejuízo de US$ 1,8 bilhão. Diante desse cenário nada animador, o movimento mais temido por qualquer instituição financeira aconteceu… A corrida bancária. “O próprio rumor de quebra dispara a corrida bancária que o empurra do precipício”, explica o estrategista-chefe da Empiricus Research, Felipe Miranda. Foi exatamente o que aconteceu com o SVB: a notícia fez as ações da companhia derreterem mais de 60% em um único dia e disparou uma corrida dos clientes para sacar recursos depositados no banco. O banco simplesmente faliu apenas dois dias após sofrer uma corrida bancária. E o que isso tem a ver com seus investimentos aqui no Brasil? Se você não investe no exterior ou não tem ações do SVB, deve estar se perguntando como a quebra do banco norte americano pode impactar os seus investimentos. É preciso entender que existe um “risco de contágio”. Em outras palavras, a quebra do SVB pode levar outras empresas à falência. Outros bancos menores podem ser alvo de desconfiança por parte de seus clientes. No caso do mercado brasileiro, a Bloomberg Línea apurou que startups brasileiras tinham mais de US$ 10 milhões no SVB. Como consequência essas startups brasileiras podem ver a sua receita cair, o que vai impactar no desempenho das suas ações na bolsa. Assim, o caso do SVB só reforça a visão de Felipe Miranda. Para o analista, o melhor a se fazer é buscar ações “quality”. Empresas sólidas na bolsa e com histórico de resiliência em momentos de crise. De acordo com o analista, apesar do cenário macroeconômico difícil, o investidor tem a oportunidade de comprar ações de excelentes empresas pagando muito pouco. Em uma revisão de carteira, ele recomendou: - Uma ação “top-pick” dos investidores institucionais que negocia com 20% de desconto em sua média histórica;
- Uma ação do setor de transportes que está 39% abaixo da média histórica de preço em 5 anos.
Para Felipe, se o cenário macroeconômico melhorar, essas ações podem oferecer ganhos significativos. E, se o cenário azedar, essas ações tendem a ser menos impactadas. Veja o nome, ticker e tese de investimentos das 2 recomendações de Felipe Miranda neste relatório gratuito, disponibilizado como cortesia da Empiricus Investimentos: |