
Caro leitor,
A queda de quase 3% do Ibovespa em 2023 não nega que nos últimos meses a caixa de Pandora foi aberta em Brasília.
Se no mito original Pandora foi responsável por liberar no mundo todos os males hoje conhecidos pelo homem — como doenças, guerras, mentiras, ódio e desastres —, a versão brasiliense da famosa caixa guardava outros inconvenientes — crise entre o Executivo e o Banco Central, pressão dos indicadores de inflação e grande incerteza quanto aos rumos das contas públicas.
Mas assim como na história original, no fundo do recipiente, muitas vezes inalcançável pelas mentes humanas, reside a esperança — e foi ela que levou o Ibovespa a encerrar o dia em alta de 2,22%, aos 106.540 pontos, e o dólar à vista, em queda de 1,02%, a R$ 5,1401.
Enquanto os investidores em Nova York se afastam das chances de juros mais baixos, os agentes do mercado financeiro brasileiro se apegam às chances de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cumpra a promessa de encaminhar uma âncora fiscal crível ainda em março.
Além disso, o esforço do governo para ampliar o debate sobre a reforma tributária é como música para os ouvidos até mesmo dos mais pessimistas — levando boa parte da Faria Lima a voltar a sonhar com uma queda da Selic ainda em 2023.
Esperança também foi o que fez com que as
empresas de educação acumulassem ganhos da ordem de 10% hoje. Isso porque o governo anunciou a retomada dos estudos para ampliação e reformulação de seus programas de financiamento estudantil.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.