
Caro leitor,
Os investidores tiveram um fim de semana para se armar e entrar preparados para uma luta sangrenta nesta segunda-feira (13) — mas a batalha não veio. Ao contrário do que muitos esperavam, o dia foi marcado apenas por perdas moderadas e não por um banho de sangue nos mercados globais.
Isso não quer dizer que os investidores digeriram bem a falência de dois bancos médios nos Estados Unidos e a incerteza que ronda o setor — ativando os traumas deixados pela quebra do Lehman Brothers, em 2008, e a grave crise financeira que se seguiu.
O mistério da resposta mais moderada dos investidores, e que levou as bolsas americanas a subirem mais de 1% na máxima do dia, está na curva de juros.
Depois de uma semana em que as apostas em um aperto monetário mais intenso nos Estados Unidos não pararam de crescer, o cenário se inverteu.
O mercado acredita que, diante de uma crise bancária sistêmica que se avizinha,
o Federal Reserve não terá outra alternativa a não ser interromper a alta dos juros e, quem sabe, até mesmo realizar cortes na taxa básica já na reunião deste mês.
Os paralelos com 2008 devem seguir existindo até que se tenha um raio-x mais claro da real situação dos bancos americanos, mas a autoridades do Federal Reserve e da Casa Branca correram para apagar o fogo em uma tentativa de estabelecer uma confiança maior dos investidores, afirmando que as instituições, em 2023, são muito mais sólidas.
As principais bolsas em Wall Street não sustentaram o forte ritmo de alta, mas o Nasdaq ainda assim avançou. Pressionado pela ação das petroleiras — que repercutiram a queda de mais de 2% do barril de petróleo —, o Ibovespa não manteve o sinal positivo e recuou 0,48%, aos 103.121 pontos. O dólar à vista subiu 1,16%, R$ 5,2688.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta segunda-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.