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Morning Call | Ata do Copom em destaque nesta terça-feira
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22 de setembro de 2026 Morning Call | Ata do Copom em destaque nesta terça-feira Ouça o áudio do Morning Call XP no Spotify |
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IbovespaO Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,7%, aos 186.596 pontos, acompanhando o apetite por risco global após uma forte queda do petróleo. O cenário externo favorável, somado à redução da projeção da Selic no Focus para 13,50%, impulsionou ações domésticas e mais do que compensou a pressão sobre as commodities.
Hapvida (HAPV3, +8,1%), C&A (CEAB3, +6,6%), Vamos (VAMO3, +6,1%) e Vivara (VIVA3, +5,5%) lideraram os ganhos, favorecidas pela expectativa de juros mais baixos. Na ponta negativa, Petrobras (PETR3/PETR4, -1,0%) e PRIO (PRIO3, -3,5%) recuaram diante da queda do petróleo.
Renda FixaOs juros futuros encerraram ontem em queda. Nos EUA, as Treasuries fecharam em queda, com a T-note de 2 anos a 4,75% (-1 bp), a de 10 anos a 4,95% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,28% (-5 bps), em movimento favorecido pelo recuo do petróleo em meio a perspectivas de novas altas de juros. No Brasil, a curva fechou ao longo do pregão, com o DI jan/27 a 13,55% (-1 bp), o DI jan/29 a 13,68% (-16 bps) e o DI jan/31 a 13,88% (-14 bps). Além do suporte externo, pesaram ruídos eleitorais e a revisão da Selic terminal no Focus, de 13,75% para 13,50%, reforçando a expectativa de um novo corte de 25 bps em novembro. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,41% (vs. 7,42%), a B35 a 7,35% (vs. 7,66%) e a B50 a 7,36% (vs. 7,37%). Mercados globaisNesta terça-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade, em leve alta (S&P 500: +0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), revertendo as perdas do início da manhã após notícias de que o Irã teria oferecido reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso Washington avance na desescalada, na esteira de uma segunda-feira forte, quando o S&P 500 subiu 1,49%, aos 7764,7 pontos. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, também revertendo a abertura negativa, com o varejo entre os destaques. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 0,1% e o Nikkei (Japão) avançou 0,1%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou 0,1% e o Hang Seng avançou 0,2%. O mercado acompanha sobretudo a queda do petróleo, principal vetor da virada no apetite por risco: o Brent recua cerca de 2,2%, para próximo de US$ 98/barril, pressionando as ações do setor de energia. Os investidores também direcionam o foco para a agenda da semana, com os resultados trimestrais da Costco na quinta-feira e novas falas de dirigentes do Fed, em um pano de fundo de confiança do consumidor fragilizada. IFIXO Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em alta de 0,30%, aos 3.761,68 pontos. O movimento acompanhou o fechamento da curva de juros futuros, favorecido pela melhora do ambiente externo, marcada pelo aumento do apetite a risco e pelo recuo dos preços do petróleo. Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de shoppings lideraram as altas do dia, com valorização de 0,66%, seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+0,55%) e pelos fundos híbridos (+0,38%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão no campo positivo (+0,28%), enquanto os fundos de tijolo avançaram 0,27% no agregado. Na contramão, os ativos logísticos registraram leve recuo de 0,05%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSLG11 (+5,4%), MCRE11 (+3,8%) e ITRI11 (+2,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-2,2%), BTLG11 (-1,2%) e HTMX11 (-1,0%). EconomiaNa conjuntura internacional, os Estados Unidos e a China retomaram as discussões sobre tarifas e formalizaram um canal de diálogo sobre inteligência artificial, enquanto o FMI alertou para inflação persistente, custos crescentes de serviço da dívida e vulnerabilidades associadas ao ciclo de investimentos em tecnologia. No mercado de energia, expectativas de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã e a recuperação dos embarques sauditas levaram o petróleo tipo Brent a cair quase 4% ontem, para US$ 100 por barril, embora as cotações globais de diesel continuem pressionadas pelas restrições russas. No Brasil, o Boletim Focus mostrou nova alta das expectativas de inflação de 2026 e revisões baixistas para a atividade, enquanto a mediana para a taxa Selic no final de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%. Na agenda de hoje, destaque para a Ata do Copom. Esperamos reconhecimento mais claro da desaceleração da atividade e da melhora recente da inflação, mas manutenção da cautela diante das expectativas desancoradas, dos choques globais de oferta e dos riscos fiscais. Em nossa visão, esse quadro deve permitir a continuidade gradual dos cortes de juros. Prevemos a taxa Selic em 13,25% no final de 2026 e 11,50% em 2027. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Mercado reduz projeção da taxa Selic no final deste ano; Ata do Copom no centro das atenções hoje EMPRESAS 1. Randoncorp e Frasle Mobility: Move Brasil apoiando melhores tendências para implementos rodoviários RENDA FIXA 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias ESG 1. Motiva investe em eletropostos em São Paulo e visa expansão neste mercado | Café com ESG, 22/09
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