
É a pergunta da vez. De Valência, na Espanha, até Salta, na Argentina, todo mundo quer saber, afinal,
quem vai erguer a taça.
Mas não estamos falando de futebol. Enquanto torcedores voltam atenções para a América do Norte, nosso olhar está concentrado em outra seleção – a dos vinhos menos tradicionais.
Longe dos campeões de venda
Merlot,
Cabernet Sauvignon e
Malbec, existe um mundo inteiro de castas que poucas vezes chegam aos mercados comuns. Relegadas ao banco dos reservas, porém, elas apresentam sabores igualmente peculiares, por vezes preservando a vinificação histórica de um local.
É o caso da
Trousseau, por exemplo. Nativa do Jura, na França, a charmosa variedade dificilmente aparece entre os nomes mais lembrados do país. Ou ainda da
Poulsard, outro emblema do frescor e da personalidade que existe ao leste da Borgonha.
A convocação dos tintos lado B do Seu Dinheiro inclui ainda a
Marselan, variedade francesa que tem despertado uma nova onda de interesse. Conhecida por sua resistência e estrutura, ela se adaptou bem a diferentes climas e solos, incluindo o de Farroupilha, no Brasil, onde deve protagonizar um lançamento vencedor ainda em 2026.
E, como todo time precisa de um bom treinador, essa semana
também conversamos com Alejandro López, um dos 100 maiores enólogos do mundo na seleção da
The Drinks Business. Em passagem pelo Brasil, o diretor técnico das
Bodegas Beronia contou como a região produtora da Rioja tem se transformado sem perder a essência de seus tradicionais
Tempranillo – um golaço para o futuro do vinho espanhol.