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Lula defende filho, ataca Marcola e minimiza dívida pública

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28 de agosto de 2026
 

Prezadas leitoras, caros leitores —

“É a economia, estúpido!” A frase cunhada em 1992 por James Carville, estrategista da campanha presidencial de Bill Clinton, serve como uma luva à eleição de outubro cá no Brasil. Segundo a última pesquisa Genial/Quaest, 82% das famílias estão endividadas e 69% dos entrevistados sentem seu poder de compra diminuído. Em que pesem escândalos e polarizações, muitos brasileiros vão votar com o bolso. Mas o que os principais candidatos a ocupar o Palácio do Planalto pretendem fazer com o nosso dinheiro?

Para responder a essa pergunta, Deborah Bizarria — economista pela UFPE, especialista em gestão pública no Insper e comentarista no nosso Central Meio — esquadrinhou os programas econômicos de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. Na Edição de Sábado, exclusiva para assinantes premium, ela nos explica o que eles têm de bom, de ruim e de omisso para nos ajudar diante da urna eletrônica.

Mas a eleição não é o único jogo a criar expectativas. Em meio a vazamentos de hackers e um trailer estendido de meia hora na Netflix, “GTA VI” movimenta o mundo dos games. Caio Mello lista outros jogos similares já disponíveis enquanto o dia 19 de novembro, estreia do game, não chega. E Guilherme Werneck entrevista a galerista Janaína Torres, cuja galeria acaba de completar dez anos e traz a exposição “É Tempo Ainda”.

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Os editores.

Lula defende filho, ataca Marcola e minimiza dívida pública

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Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “ilações” as suspeitas envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e afirmou que ele terá de se defender das investigações. Quarto candidato a ser sabatinado pela TV Globo, o presidente comparou as acusações contra o filho ao que enfrentou durante a Operação Lava Jato e questionou o uso de conversas telefônicas como evidência. Lula, no entanto, adotou tom diferente ao falar do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, investigado por sua relação financeira com a lobista Roberta Luchsinger. O presidente afirmou que o ex-assessor agiu de forma “totalmente errada” ao receber valores da empresária e disse que, se ele tiver cometido irregularidades, deverá pagar por elas. Na seara econômica, Lula afirmou que a dívida pública, hoje acima de 80% do PIB, não o preocupa e defendeu a condução fiscal de seu governo. Lula atribuiu parte do aumento da dívida aos juros elevados e afirmou ter herdado do governo Jair Bolsonaro um déficit de 2,8% do PIB. Lula disse ainda que espera encerrar este ano com superávit primário. (g1)

Lula chamou
a lobista Roberta Luchsinger de “pilantra” e negou qualquer relação com ela. Questionado sobre mensagens obtidas pela Polícia Federal, Lula afirmou que as conversas não comprovam o uso de dinheiro público e colocou em dúvida seu valor como evidência. “O que uma pilantra pode fazer num telefone ou o que um cara qualquer pode fazer num telefone?”, disse. O presidente afirmou ainda nunca ter visto ou conversado com Luchsinger e negou que ela tenha tido qualquer proximidade com ele. (Poder360)

Apesar de Lula negar já ter encontrado Roberta Luchsinger, a lobista tem em sua conta no Instagram pelo menos três fotos com o presidente, como mostra o Painel. Tiradas entre 2022 e 2023, as imagens causaram desconforto na equipe da campanha petista. A avaliação é de que Lula deu “uma derrapada na curva” e terá de se explicar. (Folha)

O presidente também saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) ao comentar as suspeitas que envolvem o aliado no caso Banco Master. O presidente afirmou que não pode fazer política com base em “ilações” e disse confiar na honestidade do senador. Segundo Lula, até agora não há comprovação de uma relação de Wagner com o Banco Master. Lula ponderou, porém, que Wagner deverá responder caso alguma irregularidade seja comprovada. “Se ele cometeu um desvio, vai pagar o preço”, afirmou. (Metrópoles)

Confira o que foi verdade, exagero ou simplesmente falso na sabatina do presidente. (g1)

Malu Gaspar: “Dos 40 minutos de entrevista, 25 foram sobre corrupção, nos quais Lula demonstrou não ter aprendido muito em relação ao passado. Garantiu que se algo ficar provado contra o filho e o ex-chefe de gabinete, eles terão que pagar. Mas as afirmações sensatas logo deram lugar à irritação, quando ele passou a comparar a situação do filho à Lava Jato e a acusar a PF de vazar informações e a imprensa de divulgar mentiras”. (Globo)

Fabiano Lana: “Acuado por denúncias que estouraram bem no início de sua campanha, Lula precisou se amparar em seus governos anteriores e, de maneira menos focada, no futuro, para sobreviver aos questionamentos dos entrevistadores. A entrevista na Rede Globo mostrou que o presidente, de fato, faz um mandato sem marcas e vive de uma era remota”. (Estadão)

Insalubridade

Marcelo Martinez

A propaganda eleitoral dos candidatos à Presidência começa para valer neste sábado na TV com Lula e Flávio Bolsonaro adotando estratégias distintas para tentar desgastar a imagem de cada um. O petista vai explorar o caso Dark Horse, expondo as conversas de Flávio com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e relembrar as antigas acusações de “rachadinha”, enquanto o candidato do PL pretende concentrar os ataques na alta dos preços e no endividamento das famílias. A estratégia de Flávio busca transformar a economia no principal ponto de vulnerabilidade do presidente durante a campanha. (Folha)

O relator da PEC que acaba com a escala 6x1, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou nesta quinta-feira parecer favorável à proposta e manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara. Aziz rejeitou todas as emendas apresentadas. Segundo o senador, nenhuma das sugestões corrige falhas ou aperfeiçoa a proposta. Qualquer alteração obrigaria o texto a retornar à Câmara e atrasaria sua aprovação. A PEC agora precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para o plenário do Senado. (Metrópoles)

Apesar de a decisão de Aziz acelerar o processo, não há garantias de que a PEC será votada no plenário do Senado na semana que vem, como quer o governo. O principal obstáculo é garantir quórum: por se tratar de uma emenda constitucional, são necessários pelo menos 49 votos em dois turnos. A oposição também pretende dificultar a tramitação na CCJ e avalia pedir vista. (CNN Brasil)

O ministro André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, devem se reunir nos próximos dias numa tentativa de reduzir os atritos entre o gabinete do ministro e a cúpula da corporação. O encontro foi articulado após Lula determinar que Andrei procurasse Mendonça e será mediado pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. A relação se deteriorou em meio a divergências sobre o ritmo das investigações, vazamentos e mudanças nas equipes responsáveis pelos casos INSS/Lulinha e Dark Horse/Master, ambos sob relatoria de Mendonça. (g1)

O processo de pacificação
começou dentro de casa. Lula também determinou que Andrei Rodrigues e Wellington César Lima e Silva aparassem as arestas antes do encontro com André Mendonça. Por isso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, reuniu os dois em um almoço de conciliação. O encontro, na sede da AGU, contou ainda com o ex-ministro Ricardo Lewandowski e o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza. (Metrópoles)

Malu Gaspar: “A guerra mais sangrenta e decisiva para o resultado da eleição presidencial não se dará no horário eleitoral, nas redes sociais ou nos debates, mas no Supremo Tribunal Federal, onde tramitam os casos Dark Horse e Lulinha. O ritmo de cada um e as revelações produzidas daqui para a frente não definirão só quem tem mais chance de vitória numa eleição pautada pela rejeição, mas também com quem ficará o domínio do tribunal”. (Globo)

Donald Trump cumpriu a promessa e assinou uma ordem executiva determinando que o governo dos Estados Unidos passe a chamar o Lago Ontário de “Lago América”, em meio à escalada da guerra comercial com o Canadá. A determinação obriga órgãos federais a adotar o novo nome em mapas, documentos e bancos de dados americanos. Trump, porém, não tem autoridade para alterar o nome da parte canadense do lago nem para obrigar o Canadá ou organismos internacionais a reconhecer a mudança. (Guardian)

Escolher onde se informar faz toda diferença. Este ano, ainda mais. Com eleições, disputas narrativas e muito barulho, o Meio Premium reúne o que você precisa para pensar com mais clareza: cobertura completa das eleições, reportagens e análises exclusivas em nossas edições especiais - a Edição de Sábado e o Meio Político. Além de séries e documentários no streaming. Assine o Meio Premium e aproveite.

Viver

Nepal e China tiveram de interromper brevemente as operações de resgate, nesta sexta-feira, após um lago formado por um deslizamento de terra na fronteira se romper, causando pânico e colocando em risco áreas devastadas por uma enchente repentina na quarta. Equipes de resgate e helicópteros militares buscam centenas de pessoas desaparecidas ao longo da fronteira montanhosa varrida por água e lama, após o desabamento de uma geleira. Autoridades dos dois países afirmam que mais de 470 pessoas morreram e outras 1.500 estão desaparecidas, incluindo centenas de estrangeiros e peregrinos. (Reuters e AP)

Não bastasse o desastre, um terremoto de magnitude 5,0 atingiu a região do Tibete, na China, segundo os serviços geológicos dos EUA e da Alemanha. O tremor teve 10 quilômetros de profundidade, mas ainda não se sabe o que pode ter provocado o abalo, nem se há feridos. (UOL)

A corrida contra o tempo para levar ajuda humanitária é dificultada pelo cenário de desastre, já que as inundações destruíram dezenas de pontes e 40 km de estradas na região. Equipes de resgate relataram ter encontrado corpos a centenas de quilômetros rio abaixo, no distrito de Chitwan, no Nepal, perto da fronteira com o Tibete. Mais de 100 pessoas tiveram de ser resgatadas por militares nepaleses em helicópteros. (Guardian)

Pois é… Cientistas afirmam que as mudanças climáticas estão criando condições que podem desestabilizar rochas e gelo em altas montanhas, aumentando as chances de desastres como a enchente que afetou em cheio o Nepal. O aquecimento global pode reduzir a sustentação do gelo em encostas íngremes, aumentar o volume de água de degelo e alterar os padrões de congelamento, degelo e precipitação, enfraquecendo encostas de montanhas. (Reuters)

O atleta brasileiro Alison dos Santos, o Piu, quebrou o recorde mundial da prova dos 400m com barreiras na etapa de Zurique da Diamond League, com o tempo de 45s80. Ele superou o recorde anterior do rival norueguês Karsten Warholm em 14 centésimos (45s94), que era mantido desde a final das Olimpíadas de Tóquio, em 2021. Esse é o quinto título de Piu na Diamond League de 2026. (ge)

O eclipse lunar que pôde ser visto em todo o Brasil nesta madrugada chegou a deixar 96,2% da Lua obscurecida, dando a aparência semelhante à de um eclipse total. Veja as imagens. (Estadão)

Cultura


O centro cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia, localizado no Flamengo, Rio de Janeiro, recebe o minifestival Brasilidades e Futuros com muita música neste fim de semana. Para quem prefere teatro, o clássico Macunaíma, de Mário de Andrade, chega aos palcos nesta sexta no Museu da História e Cultura Afro-Brasileira. Em São Paulo, vai até domingo a SP-Arte Rotas, evento paralelo que investiga a arte brasileira, na Arca, com participação de 70 galerias e museus. Na Biblioteca Mário de Andrade rola mais uma edição do CHIII, festival de música criativa com nomes nacionais e de fora. Leia todas as sugestões no site do Meio.

O Festival do Rio divulgou nesta quinta-feira os filmes selecionados para a Première Brasil, voltada inteiramente para o cinema nacional. O evento exibirá 101 produções brasileiras, entre longas e curtas-metragens, após uma seleção com 1.500 títulos inscritos. A principal mostra competitiva do evento conta com 10 longas de ficção na disputa pelo Troféu Redentor. Entre os selecionados, estão Funk, de Aly Muritiba; Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins; e Diário do Fogo, de Maju de Paiva e Bernardo Florim. Veja a lista completa. O Festival acontece entre os dias 1º e 11 de outubro. (Globo)

Baseado no conto do mestre do terror Stephen King publicado em 1980, Crouch End vai ganhar uma versão em formato de minissérie de seis episódios no Prime Video. Primeira adaptação de King a ser produzida no Reino Unido, a série ambientada em Londres vai acompanhar o inspetor de polícia Ted Vetter, que precisa investigar o desaparecimento do marido de Doris Freeman, estrela de cinema internacional que invade a delegacia alegando que estranhos fenômenos estão por trás do sumiço. (Variety)

Cotidiano Digital

A OpenAI anunciou a abertura de um escritório comercial em São Paulo, depois que o Brasil se tornou o terceiro país que mais usa o ChatGPT. A companhia ainda fechou parceria com o ITA, oferecendo contas e créditos a estudantes, criou um programa de treinamento para advogados junto à startup Enter, e assinou memorando com a Prodam, empresa de tecnologia da prefeitura paulistana. (g1)

Não foi apenas a OpenAI que anunciou investimentos no Brasil. A Alibaba Cloud vai instalar dois data centers, os primeiros da empresa no país, que vão servir de base para a nova operação de infraestrutura de nuvem na América do Sul. Recentemente, a empresa fez anúncios parecidos no México, França, Japão, Coreia do Sul e Malásia. (Folha)

O Google anunciou que o Modo IA, sua ferramenta de busca conversacional, agora pode rastrear preços de voos, reservar hotéis e mostrar o custo de viagens em pontos ou milhas. O usuário pode descrever uma data e um destino desejados para ver as melhores opções entre mais de 300 companhias aéreas e sites de viagens, e ainda receber um alerta por e-mail se optar por acompanhar os preços antes de fechar uma compra. Já a reserva de hotéis funciona por conversa, com o Google reunindo opções e detalhes como política de cancelamento antes de concluir a compra via Google Pay, em parceria com redes como Booking.com, Hilton, Marriott e Expedia. (TechCrunch)

“Vocês estão se aprimorando nessa habilidade de fazer vídeos e documentários com uma qualidade impecável”, disse um. “A equipe de vídeo está arrasando nos produtos do streaming”, completou outro. É esse o alvoroço que Eleições 2026: A Escolha está causando entre os nossos assinantes. O documentário já está no streaming do Meio, junto de outras produções que ajudam a entender esse ano eleitoral, como PdP, A Série — Nós, Brasileiros e Democracia: Uma História Sem Fim. Assista e explore o nosso catálogo.

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