Com emoção nas músicas e frieza nos negócios, Gusttavo Lima é o cantor mais bem pago do país. Agora, ele quer trabalhar no Palácio do Planalto. O projeto presidencial do astro começou quando ele telefonou para alguns caciques políticos em dezembro do ano passado, dias após se recuperar de um período hospitalizado por fortes dores. Gusttavo disse nas conversas que o problema de saúde o fez refletir, que se sentiu "muito próximo a Deus" e que "havia chegado o momento de ser presidente da República". Um desses interlocutores foi o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira. Aconselhado por Nogueira, Gusttavo buscou a bênção de Bolsonaro. Desacostumado a ser contrariado, o cantor não ficou satisfeito. Afirmou a pessoas próximas que só vai se filiar ao partido que lhe garantir a legenda para a Presidência. Mas como Gusttavo Lima se tornou tão poderoso? O que ele fez para crescer tanto como cantor, empresário e figura pública? Segundo pessoas próximas, existem dois Gusttavos: nos palcos, ele é um artista que se conecta como ninguém com o público cantando versos simples e emotivos. Nos bastidores, Gusttavo é visto como chefe distante e imprevisível. O cantor perdeu dois processos judiciais por tentar diminuir irregularmente o pagamento de impostos e direitos trabalhistas. Sem demonstrar preconceito, Lima entende as tendências musicais do país. Sua exigência e talento para conquistar e descartar relações o levaram a construir o mito do "embaixador do amor". É esta figura hábil e ambiciosa que chega agora à política.
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