🔥 Esquenta dos Mercados A semana começa com dois fantasmas rondando os mercados: petróleo e juros, que voltam ao radar em meio à guerra no Oriente Médio.
O conflito já entra em sua terceira semana e mantém os investidores em modo de cautela, pressionando as cotações da
commodity no exterior. Hoje, o petróleo opera em leve alta, se mantendo acima da linha de US$ 100 o barril.
A tensão que segura o preço do combustível nas alturas gira em torno do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial e que tem sido alvo de restrições impostas pelo Irã em resposta a ataques de Estados Unidos e Israel.
No fim de semana, o presidente norte-americano Donald Trump pressionou aliados da Otan a ajudarem a reabrir a rota marítima.
Autoridades iranianas afirmaram que o estreito segue aberto para navios de países neutros — mas, diante do risco de ataques, muitas embarcações têm evitado a região, o que mantém o mercado em alerta.
Nos mercados globais, o tom é misto. As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, pressionadas pela aversão ao risco mesmo após dados da economia chinesa virem melhores do que o esperado.
Na Europa, os índices abriram majoritariamente em queda, refletindo a cautela com a guerra e com o cenário de juros.
Em Wall Street, os futuros das bolsas operam em alta nesta manhã, indicando uma possível recuperação após as perdas da semana passada.
Com a agenda econômica desta segunda-feira (16) relativamente esvaziada no Brasil, o foco começa a migrar para as decisões de política monetária que se aproximam e para o calendário corporativo. Hoje, a Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3) e Sabesp (SBSP3) divulgam seus balanços financeiros do quarto trimestre de 2025.
Por aqui,
a Receita Federal também divulgará as novas regras e calendário do imposto de renda 2026, durante coletiva hoje às 10h — e a expectativa é que o prazo para declarar fique mais apertado neste ano.
Já nos EUA, os destaques do dia ficam para os dados de produção industrial e confiança do setor de construção.
As atenções dos investidores também já se voltam para a Super Quarta (18), quando Brasil e Estados Unidos anunciam suas decisões de juros.
No dia seguinte, será a vez de Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra (BoE), Banco do Japão (BoJ) e Banco do Povo da China (PBoC) entrarem em cena.