Escrever um perfil sobre o ex-ministro dos primeiros mandatos de Lula (Economia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) é tarefa árdua por um motivo trivial: quase ninguém quer dar entrevista sobre ele.
Ou melhor: muita gente até concorda em falar para a reportagem, mas anonimamente. Como me disse um dirigente do PT, "ninguém ganha nada em se associar a um traidor".
Palocci virou persona non grata no PT depois de fazer delação premiada na Lava Jato, em que acusou Lula de corrupção --e, segundo defensores do atual presidente, inventou mentiras.
Ele conta a amigos que disse o que disse porque foi pressionado por Sérgio Moro.
Se não apresentasse nada contra Lula, afirma, não sairia da prisão --ou sairia com quase nenhum dinheiro.
Hoje, Palocci tenta anular os processos dessa época no STF.
Se conseguir, o próximo passo é solicitar o resgate de R$ 31 milhões que estão bloqueados pela Justiça desde 2016.
E irá continuar tentando o perdão de Lula, que já mandou dizer que deseja a felicidade dele, mas longe. Quem sabe, na Itália, para onde Palocci considera se mudar caso consiga recuperar o dinheiro. O perfil de Palocci publicado no UOL Prime conta como tem sido a rotina do ex-ministro, entre almoços com aliados (entre eles o casal Marta Suplicy e Márcio Toledo), convivência com os netos e sonhos de, um dia, dividir uma mesa com Lula. LEIA A REPORTAGEM NO UOL PRIME |