Às 8h19, Nasdaq perdia 1,15%, Dow Jones desvalorizava 0,89%, e S&P 500 caía 1,03%
Segunda-feira, 10 de Março de 2025Tempo de leitura: 05 minutos
Bom dia, Investidor!
Suno Call
Resumo do Editor
Os mercados internacionais abrem a semana em baixa, diante da possibilidade de combinação de aumento da inflação nos Estados Unidos com recessão. Um representante do Fed já havia sinalizado o risco de retração da maior economia do mundo no primeiro trimestre e, ontem, o presidente americano, Donald Trump, não descartou essa possibilidade. Às 8h19, Nasdaq perdia 1,15%, Dow Jones desvalorizava 0,89%, e S&P 500 caía 1,03%. Na Europa, às 8h15: Euro Stoxx 600 perdia 0,80%, CAC 40 (Paris) recuava 0,65%, FTSE 100 (Londres) tinha baixa de 0,41%, e DAX (Frankfurt) desvalorizava 1,02%. O Relatório Focus apontou que a mediana das projeções para a inflação oficial deste ano passou de 5,65% para 5,68%. Para o crescimento do PIB no fim de 2025, as estimativas se mantiveram em 2,01% e, para a Selic, continuaram em 15%.
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O paralelismo entre uma competição de
ciclismo e os mercados
Imagine estar em uma corrida de ciclistas. Você está no meio do primeiro pelotão de competidores em um caminho plano e constante. Porém, em um instante de tempo, o trajeto se torna mais inclinado negativamente e todo o pelotão ganha velocidade, alguns começam até a pedalar mais rapidamente buscando fazer ultrapassagens e a adrenalina e satisfação causados pela competição te levam a fazer o mesmo.
Em um piscar de olhos, todos estão fazendo isso e a desordem passa a substituir a harmonia e ordem nas quais o pelotão inicialmente pedalava em conjunto. A velocidade e a proximidade entre os ciclistas começam a parecer perigosos, mas a adrenalina do momento te impede de desacelerar.
Entretanto, um dos ciclistas à frente de você se descuida o suficiente para tocar a roda de outra bicicleta em altíssima velocidade, o que faz ambos caírem e gerarem uma reação em cadeia. Dessa forma, você se vê instantaneamente em uma gigante e imparável cascata de quedas, com dezenas de bicicletas e corpos machucados no meio da estrada...
Mercado teme combinação de inflação em alta e recessão
na maior economia mundial
Os mercados internacionais operam em baixa, nesta início de manhã, diante da possibilidade de combinação de aumento da inflação com recessão nos Estados Unidos. Às 8h19, os indicadores futuros de Wall Street recuavam: Nasdaq perdia 1,15%, Dow Jones desvalorizava 0,89%, e S&P 500 caía 1,03%.
Na Europa, às 8h15: Euro Stoxx 600 perdia 0,80%, CAC 40 (Paris) recuava 0,65%, FTSE 100 (Londres) tinha baixa de 0,41%, e DAX (Frankfurt) desvalorizava 1,02%.
Um representante do Federal Reserve (Fed) já havia sinalizado o risco de retração da maior economia do mundo no primeiro trimestre e, ontem, o presidente americano, Donald Trump, não descartou essa possibilidade em entrevista ao canal Fox News.
Nos Estados Unidos, o "payroll" de fevereiro indicou a criação de 151 mil vagas de emprego, abaixo dos 170 mil estimados. A taxa americana de desemprego ficou em 4,1%. E investidores continuam a monitorar a guerra de tarifas entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais.
Nesta segunda-feira, o Relatório Focus apontou que a mediana das projeções de economistas de mercado para a inflação oficial deste ano passou de 5,65% para 5,68%. Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no fim de 2025, as estimativas do Focus se mantiveram em 2,01%, enquanto as projeções para a taxa básica de juros continuaram em 15%.
Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou expansão de 3,4% da economia brasileira no ano passado, variação bem próxima dos 3,5% esperados. No quarto trimestre, porém, o PIB teve incremento de 0,2%, ante a expectativa de 0,4%.
No primeiro pregão da semana, as bolsas asiáticas fecharam sem tendência definida. Enquanto Nikkei avançou 0,38%, e Kospi subiu 0,27%, Xangai teve queda de 0,19%, e Hang Seng caiu 1,85%.
Em Dalian, o preço da tonelada do minério de ferro registrou valorização de 0,71%, para US$ 105,91.
Às 8h24, o Brent ganhava 0,40%, e o WTI avançava 0,42%.
Ibovespa sobe 1,82%, e dólar cai 2,13% na semana
Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 1,36%, para 125.035 pontos. O desempenho refletiu indicadores mais fracos do que o esperado no Brasil e nos Estados Unidos, além de altas das ações da Vale, da Petrobras e do Santander.
O dólar avançou 0,57%, para R$ 5,7901.
Na semana, o indicador mais importante da B3 registrou valorização de 1,82%, enquanto a moeda americana recuou 2,13%.
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