 | Jim Watson/AFP |
| A força do estilo agressivo de Trump e como reagir | |  | Rodrigo Barradas | | Duas colunas na Folha discutem o modo de fazer política de Donald Trump. Wilson Gomes lembra que o estilo intimidatório encontra eco entre uma parcela significativa do eleitorado norte-americano. "O apelo do nacionalismo etnocêntrico e do 'cada um por si' encontra terreno fértil na demografia dos eleitores trumpistas e de sua base de apoio. Estudos mostram que os eleitores atraídos por Trump pontuam alto em escalas de autoritarismo, uma predisposição a valorizar ordem, obediência a líderes fortes e punição de desvios. Entre seus apoiadores, é muito comum a tolerância a transgressões 'para pôr o país em ordem', aceitando que o líder viole 'algumas regras' para recolocar as coisas no eixo", escreve. No cenário internacional, como reagir? Afinal, não existe um poder ao qual recorrer. Hélio Schwartsman lembra que os EUA desempenhavam, ainda que de forma bastante imperfeita, o papel do adulto na sala, dissuadindo as crianças de atitudes muito agressivas. O colunista vê uma saída, talvez ainda mais imperfeita, baseada na reação coletiva. O Brasil, por exemplo, deve retaliar de alguma forma a tarifa sobre o aço que começa a valer amanhã. A não ser que o país consiga algum adiamento para estender as negociações entre os países. É o que Josias de Souza sugere que Lula faça: não responda a Trump com ameaças e deixe o vice Geraldo Alckmin negociar com o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick. |
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