"A confiança não vem de sempre estar certo. Ela vem do ato de nunca temermos nos equivocar"
Peter T. McIntyre
Tempo estimado de leitura: 05 minutos
Bom dia! Acompanhe as 5 principais notícias para começar o dia bem informado!
Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3) e outras empresas do país perdem R$ 1,5 tri em valor de mercado. Leia aqui.
Saesa é alvo de ação judiciária de quase R$ 1 bilhão. Confira.
Petróleo Brent despenca 9,45% com risco de recessão econômica global. Entenda.
Petrobras (PETR4) vende fatia de 27,8% na Deten por R$ 514 milhões. Veja.
Shopee expande negócios no Brasil com mais 5 centros de distribuição. Saiba mais.
EMPRESAS
Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3) e outras empresas do país perdem R$ 1,5 tri em valor de mercado
Foto: Washington Alves/Reuters
As empresas brasileiras perderam nos últimos 12 meses cerca de R$ 1,558 trilhão em valor de mercado, o que equivale a cerca de 17% do PIB brasileiro. As informações são do Valor Econômico. Entre as companhias que estão nessa lista estão gigantes como o Magazine Luiza (MGLU3), Ambev (ABEV3), Rede D'Or (RDOR3) e a Vale (VALE3).
Segundo dados divulgados pela B3 (B3SA3), somente no primeiro semestre as perdas rondam os R$ 449 bilhões — valor equivalente a um Itaú Unibanco (ITUB4) e um Bradesco (BBDC4) somados. No dia 30 de junho deste ano, a B3 registrava 523 companhias que, juntas, totalizavam R$ 4,096 trilhões (US$ 782,1 bilhões, pela cotação da data), enquanto no fim de 2021 o valor de 398 empresas acompanhadas pela bolsa ultrapassava os R$ 4,545 trilhões (US$ 814,5).
Ritmo de crise. De 316 companhias da bolsa brasileira analisadas, somente 13% obtiveram ganhos de valor no último ano. O mercado nacional segue o ritmo do resto do mundo, que enfrenta momento de crise. Nos EUA, o índice S&P 500, que agrupa as maiores empresas da Bolsa de Nova York, obteve o pior semestre desde 1970, com queda de 20,6%.
Futuros de NY operam em baixa antes da ata do Fomc
Nesta quarta-feira (6), os índices futuros de Nova York operam em baixa — sentido contrário das bolsas da Europa — no aguardo da divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve, que deve sinalizar os próximos passos da instituição em relação ao aperto monetário nos EUA.
Com as preocupações pelos novos casos de Covid na China, as bolsas asiáticas caíram hoje — muitas das empresas da região sofreram grandes perdas com os temores por maiores restrições sanitárias no gigante asiático, que poderia causar efeito cascata em outros mercados.
No Brasil, os investidores continuarão focando durante o dia no cenário externo, com notícias da queda do valor do barril de petróleo Brent movimentando o mercado. Mas além disso, do lado legislativo, o mercado acompanha mais um dia de negociações da PEC dos Benefícios. Recentemente o relator do projeto desistiu do "vale-Uber" com a pressão do governo. O Ibovespa encerrou o pregão de ontem (5) em queda de 0,32%. Confira os detalhes do pregão aqui.
A produção de armas dos EUA triplicou desde o ano 2000. Foto: Statista
O QUE MEXE COM SEU BOLSO HOJE
EMPRESAS
Saesa é alvo de ação judiciária de quase R$ 1 bilhão
Foto: Divulgação/Santo Antônio Energia.
A Santo Antônio Energia, a Saesa, controlada pela Madeira Energia (Mesa), é alvo de uma ação judicial movida pelas empresas CNO, Andrade Gutierrez Engenharia e Novonor (antiga Odebetch). Segundo comunicado da companhia, a ação judicial é de R$ 962 milhões.
A Saesa afirma, em comunicado, que o procedimento arbitral "ainda está em andamento, pendente de decisão final sobre os pedidos de esclarecimentos". Ainda em fevereiro, o tribunal deu ganho de causa às construtoras e determinou que a Saesa deveria ressarcir as companhias em R$ 1,6 bilhão. A Saesa pediu esclarecimentos sobre a decisão, o que impediu que a sentença fosse executada. Ontem à noite a empresa ressaltou em nota que o procedimento de arbitragem segue "pendente de decisão final".
Transição energética. Esse processo que ocasionou uma dívida bilionária é semelhante ao do Grupo Industrial Complexo Rio Madeira (Gicom), que transcorreu em abril e pleiteou uma dívida de R$ 645 milhões que estava sendo discutida em procedimento arbitral. Ainda em junho, contudo, as partes chegaram a um acordo e as ações foram extintas. A controladora da Mesa, vale lembrar, é a Furnas, uma das subsidiárias da Eletrobras (ELET3). Em meio à privatização da companhia, a Furnas levou sua participação na Mesa de 43% para 72,3%, em um dos passos mais relevantes para que a privatização da Eletrobras pudesse acontecer.
Queda radical de preços: Petróleo Brent despenca 9,45% com risco de recessão econômica global. Entenda.
Venda milionária:Petrobras(PETR4) vende fatia de 27,8% na Deten por R$ 514 milhões. Veja.
Ampliação de posição no mercado:Shopeeexpande negócios no Brasil com mais 5 centros de distribuição. Saiba mais.
RADAR DE EMPRESAS
A Petrobras (PETR4) pode ver alívio em seus papéis nas próximas semanas com queda acumulada de 5% no barril de petróleo Brent, de acordo com o BTG Pactual (BPAC11), que acredita que o temor por recessão nos Estados Unidos e o crescimento de 14% no preço do diesel pode influenciar bastante no valor da empresa.
A Itaúsa (ITSA4) informou nesta terça-feira (5) que assinou contrato em conjunto com a Votorantim para a aquisição da totalidade das ações da Andrade Gutierrez na CCR (CCRO3). A Andrade Gutierrez possuía 300.149.836 ações da CCR, valor equivalente a 14,86% do seu capital social, totalizando um investimento de R$ 4,1 bilhões.