5. Multiplan (MULT3): BTG reforça recomendação de compra após "prévia operacional forte do 2T22". Saiba mais.
EMPRESAS
Localiza (RENT3) pode gastar R$ 1,2 bi a mais na compra da Unidas (LCAM3)
Foto: Valor
O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitiu, na última terça-feira (5), que gestoras de investimento tenham acesso a uma linha de financiamento mais barata e isonômica em relação aos acionistas da Unidas (LCAM3) na fusão com a Localiza (RENT3), o que antes não era permitido devido ao dispositivo de instrução 555. Essa decisão deve afetar o valor da operação de fusão entre as duas empresas.
A requisição para a dispensa procura viabilizar que gestoras com fundos participantes na Unidas tivessem seus direitos patrimoniais cumpridos. No acordo da transação, a Localiza ofereceu inicialmente uma linha de financiamento que somava até 20% do valor de mercado total da Unidas, com prazo de 3 anos e taxas de 3,5% ao ano. Na época do acordo, em setembro de 2020, a Selic estava a 2%. Com as altas do último ano, as gestoras — investidoras da Unidas — buscaram um acordo de isonomia. Quando ele foi firmado, a taxa básica de juros já estava em 13,25%. Desta forma, o negócio pode sair R$ 1,2 bilhão mais caro para a Localiza.
Atrito tributário. O argumento das gestoras era que haveria um tratamento assimétrico e o financiamento era "parte indissociável" do negócio. Ressaltaram ainda que a permissão não resultaria em riscos incomuns em relação ao mercado com a participação pretendida na operação. As gestoras recorreram à Superintendência de Supervisão de Investidores Institucionais (SIN), que afirmou não haver tratamento assimétrico contra os fundos caso o dispositivo fosse mantido, já que eles têm tratamento tributário favorável na operação.
Com investidores digerindo a última ata do Fed, divulgada ontem (6), os índices futuros de Nova York e bolsas europeias voltam a operar em alta nesta quinta-feira (7). Em nova reunião, as autoridades do Federal Reserve comentaram novamente sobre a continuidade do aperto monetário nos EUA, afirmando que nas reuniões dos dias 26 e 27 de julho "provavelmente seria apropriado" aplicar outra alta de 50 ou 75 pontos-base à taxa de juros. O medo de uma iminente recessão continua em Wall Street e muitos investidores afirmam esperar uma temporada de lucros volátil este mês. Contudo, nesta manhã os mercados não acreditaram na plausibilidade do novo aperto monetário do Fed.
Na agenda de hoje, o Banco Central Europeu (BCE) divulgará a ata de sua última reunião ainda hoje, e os ministros das Relações Exteriores do G20 se reúnem em Bali.
Hoje serão divulgados alguns indicadores relevantes, como o ADP nos EUA, que mede os empregos privados, que tem previsão de alta de junho em 200 mil, segundo com a Refinitiv. Também será divulgado nos EUA o dado semanal de auxílio-desemprego, com previsão de 230 mil. A balança comercial norte-americana, por fim, tem previsão de déficit de US$ 84,9 bi.
Em relação aos indicadores brasileiros, por aqui a FGV vai divulgar hoje o IGP-DI de junho, com previsão de alta de 0,59% e ocorrerá a divulgação do IBC-Br pelo Banco Central. Por outro lado, hoje deve ser também a votação da PEC dos Benefícios na Comissão Especial e no plenário da Câmara. O Ibovespa encerrou o pregão de ontem (6) em alta de 0,43% Confira os detalhes do pregão aqui.
A África lidera o mundo em potencial de energia solar. Foto: Statista
O QUE MEXE COM SEU BOLSO HOJE
ECONOMIA
Petróleo volta a cair, com pressão do dólar e risco de demanda global fraca
Foto: Pexels
Os contratos futuros de petróleo recuaram, nesta quarta-feira, 6. A commodity chegou a mostrar recuperação modesta, após forte perda na sessão anterior, mas sem impulso, com dúvidas sobre a demanda futura diante dos riscos de recessão global.
O petróleo WTI para agosto fechou em queda de 0,97% (-US$ 0,97), em US$ 98,53 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro caiu 2,02% (-US$ 2,08), a US$ 100,69 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Influência monetária. A força do dólar também colaborou para pressionar o petróleo, que neste caso fica mais caro para os detentores de outras moedas. Além disso, a perda de fôlego econômica global influencia as perspectivas para a demanda. Segundo a High Frequency Economics, a forte queda recente nos preços reflete temores de uma recessão por parte de operadores. O Julius Baer, por sua vez, afirma que o sentimento pode continuar a pressionar os contratos. Para esse banco, qualquer deterioração inesperada na economia "irá apenas acelerar o movimento para baixo" do óleo. O Julius Baer afirma que há mais risco de baixa para os preços, no quadro atual.
Crescimento robusto:Multiplan (MULT3): BTG reforça recomendação de compra após "prévia operacional forte do 2T22". Saiba mais.
RADAR DE EMPRESAS
A Itaúsa (ITSA4) vendeu mais 7 milhões de ações Classe A da XP Inc (XPBR31) pelo valor aproximado de R$ 665 milhões, segundo comunicado pela companhia. O valor considera a taxa de câmbio atual, e os papéis vendidos correspondem a 1,26% do capital social da XP
O sinal de 5G puro (sem interferência de outras frequências) estreou no Brasil nesta quarta-feira (5) e a TIM (TIMS3) foi a primeira operadora a fornecer o serviço. A primeira cidade a oferecer o sinal é Brasília, cujo funcionamento foi aprovado na última segunda-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
08h30:BCE publica ata da reunião de política monetária;
09h00:BC divulga questionário pré-Copom de maio e junho;
09h15:Relatório sobre criação de empregos no setor privado em junho nos EUA;
09h30:Dept° do Trabalho dos EUA divulga pedidos de auxílio-desemprego da semana até 02/07;
09h30:Dept° do Comércio dos EUA divulga balança comercial de maio;
14h00:Presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, discursa na Câmara Regional de Little Rock;
14h00:Diretor do Fed Christopher Waller discursa em websérie do NABE sobre política monetária e inflação;
15h00:BC divulga relatório de poupança de maio e junho;
16h30:BC divulga IC-Br de abril, maio e junho;
14h30:BC divulga: IBC-Br de março e abril;
17h30:Paulo Guedes reúne-se com Rosa Weber, para discutir a ADI 7195, em que governadores contestam mudanças na cobrança do ICMS e da qual a ministra do STF é relatora.
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