Salvo do Dia - Nada a comemorar Preços de ações subiram no mundo todo hoje pelo "motivo errado". E o Ibovespa foi atrás. Não foram reforçadas as expectativas de crescimento econômico maior pela frente, favorecendo receitas de empresas. Ao contrário. Foram divulgados números decepcionantes das indústrias de China, Europa e Estados Unidos. Ruim? Ruim. Mas, se a economia real patina, podem ter maior sobrevida estímulos de bancos centrais. E antes de a bolha estourar ou murchar, investidores vão tentando tirar proveito. No Brasil, muito menos há o que comemorar. A parcela local de razões para o Ibovespa ter capotado 3% na última sessão de julho continua posta. Nesta quarta, a Selic deve subir 1 ponto, mas não é só isso. Se lá fora se especula a possibilidade de aumentar o prazo de validade de estímulos, por aqui está em jogo que a economia seja desestimulada a crescer. Pode ser necessário o Banco Central dar esses passos nas próximas reuniões para conseguir domar uma inflação que ameaça fugir do controle. Sinais nessa direção podem ser dados já nesta quarta-feira (4). E tem mais coisa. No ano passado, o governo teve a ideia de dar calote em precatórios para bancar um novo programa de renda mínima. Lembra? Mas a contabilidade criativa pegou mal. A ponto de, mesmo tendo estado pessoalmente na apresentação dias antes, o ministro Paulo Guedes dizer depois que era contrário à medida. Tentou ali salvar o verniz liberal. Mas já não tenta mais. A engenharia polêmica voltou à baila. Agora, para aumentar em 50% o Bolsa Família em 2022. Abaixo, mais notícias. Boa noite, e bom descanso, Gustavo Ferreira, repórter do Valor Investe |