| Se não conseguir visualizar esta mensagem, acesse este link | | | Terça-feira, 3 de agosto de 2021 | Olá, O governo apresenta a líderes do Congresso os detalhes da PEC que adia o pagamento de precatórios para turbinar o Bolsa Família. E a Azul entra no mercado de “carros voadores” para competir com helicópteros. O que mais importa: conheça a coffee coin, criptomoeda brasileira com lastro em estoques de café, e confira as regras do guia da CVM para ressarcimento dos investidores em Bolsa. Repasse este email para quem você quiser e avise que clicando aqui é possível assinar a newsletter FolhaMercado. Boa leitura! | | | Artur Búrigo | | Editor da newsletter FolhaMercado | | | | Integrantes do governo apresentaram nesta segunda (2) a líderes do Congresso a PEC que adia o pagamento dos precatórios para garantir o espaço no teto de gastos para a reformulação do Bolsa Família. Entenda: a ideia da equipe econômica é adiar e colocar um limite para esses tipos de pagamentos. Os precatórios são dívidas de órgãos públicos que já têm decisão definitiva da Justiça. Eles devem ser quitados até o final do exercício seguinte à sua expedição. As dívidas do Estado com valores abaixo de 60 salários mínimos são chamadas de RPV (requisições de pequeno valor) e não há alterações previstas na proposta do governo. O que deseja o governo: reduzir as despesas com precatórios em 2022, para ter mais recursos disponíveis no ano eleitoral. A previsão de gastos é de R$ 89,1 bilhões para o ano que vem. - A estimativa é que a PEC, caso aprovada, adie R$ 41,3 bi de pagamentos com precatórios.
- A PEC também prevê um limite dos gastos com precatórios para 2,6% da receita corrente líquida anual do governo.
- A proposta ainda cria um fundo com ativos de estatais e da União para fazer pagamentos à área social ou para outros gastos, driblando a regra do teto.
Críticas: os economistas ouvidos pela Folha são contra a ideia de adiar os precatórios, apontando que isso pode ser considerado como calote e até pedalada. Bolsa Família: uma MP deve ser apresentada nos próximos dias com o novo formato do programa, ainda sem os valores. O governo trabalha com uma folga de R$ 30 bilhões no teto de 2022 para aumentar o valor médio e o público atendido. | | | | Ibovespa 🔼 0,58% | 122.516 pts. 💵 Dólar🔻 0,84% | R$ 5,16. 💶 Euro 🔼 0,38% | R$ 6,10. Fonte: CMA. Quer saber mais? Acompanhe aqui mercado financeiro, Bolsas pelo mundo, indicadores e empresas. | | | | A companhia aérea Azul se juntou com a alemã Lilium para oferecer carros voadores no país, considerados uma alternativa aos helicópteros e que fogem do trânsito terrestre das grandes metrópoles. Entenda: o modelo desenvolvido pelas duas companhias é o eVTOL, sigla em inglês para veículo elétrico com pouso e decolagem vertical (explicamos aqui como ele funciona). A expectativa é de que as operações no país comecem em 2025. Por que importa: o mercado brasileiro de helicópteros é o maior do mundo. Segundo o presidente da Azul, John Rodgerson, as viagens de eVTOL custariam cerca de US$ 100 (R$ 514) por pessoa em um trajeto de 100 quilômetros, com capacidade para seis passageiros e um piloto. - Os passageiros de helicóptero pagam US$ 400 (pouco mais de R$ 2 mil) para a mesma distância, diz o executivo.
Diferenças: o eVTOL, por ser elétrico, é menos poluente e barulhento que os helicópteros. Mas, como gasta muita energia em decolagens, tem autonomia menor, de até 240 quilômetros. Concorrência: - A Eve, startup da Embraer, também já recebeu encomenda de 200 eVTOLs, com entrega prevista para 2026.
- Em 2020, a Hyundai e a Uber exibiram um modelo desse tipo em uma feira de tecnologia.
- A fabricante Boeing também tem um modelo de carro voador, mas sua prioridade está nos combustíveis "verdes", disse à Folha o executivo de sustentabilidade da empresa.
| | | | O temor com os estragos da geada em julho chegou às cotações do café no mercado internacional e também valorizou a coffee coin, primeira criptomoeda do mundo lastreada em estoques da commodity. A alta foi de mais de 36,6% no mês passado, quando o criptoativo começou a ser negociado. Entenda: cada coffee coin equivale a um quilo de café verde. São 60 mil ativos emitidos pela Minasul, cooperativa mineira que tem mil sacas de 60 kg para garantir o lastro da moeda. O preço varia de acordo com as cotações do mercado internacional, mas também sofre influência da demanda pelo criptoativo. É o que ajuda a explicar a alta da coffee coin ser maior que a do café na Bolsa de Londres (referência para as commodities), que valorizou 31,5% no período - também refletindo as perdas com a geada, com expectativas de queda na oferta do produto. Bitcoin x coffee coin: em comum, as duas usam a tecnologia blockchain. Uma das diferenças é que novas unidades da criptomoeda mais negociada no mundo são colocadas no mercado em um processo de mineração (explicamos aqui). Já as da coffee coin dependem do lastro em sacas de café, fator que diminui sua liquidez. - A Minasul ainda estuda integrar outros agentes como lastreadores da moeda caso a demanda cresça no futuro.
- A movimentação de negócios no primeiro mês somou R$ 1 milhão, afirma a cooperativa.
| | | | A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) lançou nesta segunda (2) um guia para orientar os investidores sobre como agir caso se sintam prejudicados em operações na Bolsa. Entenda: O MRP (Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos) serve para indenizar em até R$ 120 mil investidores que questionarem irregularidades de corretoras, distribuidoras ou agentes ligados a elas. Casos passíveis de indenização: - Liquidação extrajudicial de corretoras.
- Entrega de ativos mobiliários ilegítimos.
- Ordem enviada não executada ou liquidada de modo equivocado.
Como funciona: o mecanismo é administrado pela BSM, empresa vinculada à B3 e que analisa os pedidos dos investidores. A pessoa que não teve sua solicitação atendida pode recorrer à CVM. Os números mostram um crescimento nos protestos nos últimos anos, movimento que acompanha o recorde de pessoas físicas na Bolsa. Calma lá: a CVM alerta no guia que a maioria dos recursos que recebe não é passível de indenização. São exemplos os casos de prejuízos causados por situações adversas do mercado e de perdas com títulos de renda fixa. - Quase metade (45%) das 1.422 reclamações dos investidores em 2020 foi relativa a falhas técnicas em sistemas de corretoras, aponta a BSM.
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