Saldo do Dia - O futuro está nos preços A empolgação do pregão passado ficou só no passado mesmo. No presente desta quinta (29), o Ibovespa se desconectou dos principais índices do mundo. De olho no futuro. A ida às compras lá fora continuou rolando. Menos pela manutenção dos juros americanos no patamar zero, já esperada. E mais por não ter antecipada outra vez a alta de juros, mantida para depois de 2022. Pegou bem também seguir em aberto a data para a retirada das injeções de US$ 120 bilhões ao mês nos mercados. Portanto, ao menos até que tudo mude, segue a plenos pulmões o sopro que tem inflado ativos especulativos rumo aos recordes. Mas, se saíram da frente essas incertezas monetárias, há as puramente brasileiras. Vai se consolidando nas planilhas do mercado o consenso de que vem aí o puxão mais forte possível na Selic. Ou seja, na próxima quarta-feira (4), não seria repetida pela quarta vez a dose de 0,75 ponto de ajuste. Não mais o Banco Central (BC) refugaria, como já admitiu ter feito no último encontro. Não haveria mais hesitações para dar uma paulada de 1 ponto nos juros, rumo aos 5,25% ao ano. Tampouco para buscar patamares mais altos nas próximas decisões, o quanto for necessário para segurar uma inflação que teima em não arrefecer. - Trocando em miúdos, não está nos radares, apenas, a perda de atratividade da bolsa. O mercado começa a incorporar aos preços um crescimento menor do Brasil em 2022. Com uma desaceleração mais potente que a de Europa e Estados Unidos. Não à toa, nossa bolsa apanhava hoje enquanto, a deles, abria e fechava no azul. Leia, ouça ou assista aqui ao Saldo do Dia completo.
Abaixo, mais notícias. Boa noite, e bom descanso, Gustavo Ferreira, repórter do Valor Investe |