| Se não conseguir visualizar esta mensagem, acesse este link | | | Quarta-feira, 28 de julho de 2021 | O governo está tendo uma postura negacionista e não alertando a população sobre a gravidade da crise energética. Essa é a opinião de especialistas do setor, que falaram com a imprensa nesta terça (27). Entenda: o país vive a maior crise hídrica em 91 anos, e até agora o governo tem se limitado a garantir a demanda de energia - como na contratação de usinas térmicas e na gestão dos reservatórios - sem programas para reduzir o consumo. Os especialistas apontam que a população deveria ser informada da situação com mais transparência e chamada para contribuir com a economia de energia. No papel: o Ministério de Minas e Energia diz que um programa voltado à redução de consumo está sendo preparado, mas ainda não há prazo para começar a funcionar. Também deve ser lançado em breve uma medida de incentivo para que as indústrias desloquem o horário de produção para períodos com menor consumo. Relembre: na semana passada, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) alertou sobre um esgotamento de potência para novembro. O órgão disse ter considerado um aumento de demanda com a recuperação da economia e uma projeção de maior crescimento para o PIB. Outro lado: o ministério afirmou em nota que mantém uma campanha pelo uso consciente de energia e água e que as medidas já em vigor estão produzindo os resultados esperados —embora o nível dos reservatórios permaneça em queda. | | | | A nova intervenção estatal chinesa nas empresas do país mexeu com os mercados globais e também respingou na Bolsa brasileira. Entenda: o Partido Comunista segue apertando o cerco em relação à segurança de dados das empresas de tecnologia do país, movimento evidenciado na punição ao app de transportes Didi logo após sua estreia na Bolsa de Nova York; relembre. Nesta semana, o governo chinês ainda publicou uma norma dizendo que as escolas privadas não poderão mais objetivar lucro. O que mais explica a queda das ações: - EUA: após uma sequência de recordes nominais, os americanos realizaram lucros nesta terça, de olho nos resultados do segundo trimestre das big techs.
- Delta: a variante mais contagiosa do coronavírus continua a preocupar os investidores, que temem novas restrições.
Em números: o Ibovespa fechou o pregão em queda de 1,10%, aos 124.612 pontos. A Nasdaq, Bolsa americana que reúne as principais ações de tecnologia, caiu 1,21%. O dólar ficou estável, a R$ 5,17. Balanços. A terça também foi marcada pela divulgação dos resultados de três big techs americanas, que vieram acima das estimativas do mercado: - Microsoft: alta de 21% na receita, com destaque para os serviços de computação em nuvem da companhia, com crescimento de 51%.
- Alphabet: embalada pela receita com anúncios, a dona do Google registrou lucro quase três vezes maior em relação ao mesmo período do ano passado.
- Apple: os lucros quase dobraram no trimestre com o aumento das vendas de iPhone. O maior crescimento das vendas da companhia veio da China.
| | | | 📈Ibovespa 🔻 1,10% | 124.612 pts. 💵 Dólar - 0,00% | R$ 5,17. 💶 Euro 🔻 0,21% | R$ 6,11. Fonte: CMA. Quer saber mais? Acompanhe aqui mercado financeiro, Bolsas pelo mundo, indicadores e empresas. | | | | O agitado mercado de carros usados no Brasil deve esquentar ainda mais com a chegada de uma startup mexicana ao país. A Kavak promete investir R$ 2,5 bilhões para lançar e expandir sua operação por aqui, que será seu maior mercado. A empresa: tem um modelo diferente em relação aos mais conhecidos do setor. Em vez de ser uma plataforma que liga compradores e vendedores, a Kavak compra os carros online e os revende após uma "recauchutagem". É uma estratégia parecida com a adotada pela também startup Loft no mercado imobiliário. Por que importa: a venda de automóveis usados cresceu 63% no primeiro semestre em relação a igual período de 2020. A falta de chips para a indústria automotiva fez atrasar a entrega de carros novos, e os consumidores recorreram ao mercado de seminovos. Os valores pedidos por modelos com entre quatro e 10 anos de idade tiveram reajuste médio de 13,04% nos primeiros seis meses de 2021. Unicórnio: com apenas cinco anos de existência, a Kavak anunciou em abril que recebeu um aporte de US$ 425 milhões, sendo avaliada em US$ 4 bilhões (R$ 20,7 bilhões). A empresa promete contratar mil pessoas ainda em 2021 | | | | A desigualdade de acesso dos países às vacinas deve afetar a recuperação econômica global, alertou o FMI nesta terça (27). O fundo atualizou suas estimativas para 2021 e 2022 e manteve a projeção de abril sobre o crescimento global para este ano, de 6%. O que preocupa o FMI: as novas ondas de contaminação pelo coronavírus, impulsionadas pela variante delta, que devem afetar principalmente os países atrasados no ritmo da vacinação - justamente as economias emergentes e em desenvolvimento. O órgão acredita que esse cenário deve levar a uma recuperação econômica dividida entre dois blocos: - Economias avançadas: FMI elevou em 0,5 ponto percentual (p.p) a previsão de crescimento para esses países, calculando uma alta de 5,6% neste ano. Destaque para EUA, Reino Unido e Canadá.
- Economias emergentes: corte de 0,4 p.p para 2021, para um crescimento de 6,3%. Expectativa foi reduzida para o Sudeste Asiático e na Ásia Meridional, especialmente na Índia.
E aqui? O FMI prevê um crescimento de 5,3% da economia brasileira em 2021, um aumento de 1,6 p.p. em relação à estimativa de abril. O principal motivo para o ajuste, segundo o fundo, está na alta das commodities. Para o ano que vem, a projeção caiu 0,7 p.p., para 1,9%. Inflação: também é motivo de alerta. O FMI diz que a alta dos preços deve fazer com que os bancos centrais subam suas taxas de juros de forma mais “agressiva”, o que atingiria as economias emergentes. | | | | | o que mais você precisa saber | | | | |