| Se não conseguir visualizar esta mensagem, acesse este link | | | Segunda-feira, 26 de julho de 2021 | Olá, A combinação de alta na inflação com desemprego recorde no país tem feito os mais pobres apelarem ao arroz quebrado e feijão bandinha pra colocarem comida na mesa. E a crise hídrica deve gerar um custo extra de R$ 3,6 bilhões para ser dividido pelos brasileiros na conta de luz. O que mais importa: a startup de comida vegana que tem Bezos, Hamilton e Federer entre seus investidores e o que você precisa saber sobre o Forex, tipo de investimento do mercado de câmbio que não é regulado no país. Repasse este email para quem você quiser e avise que clicando aqui é possível assinar a newsletter FolhaMercado. Boa leitura! | | | Artur Búrigo | | Editor da newsletter FolhaMercado | | | | As altas das taxas de inflação e desemprego chegaram à mesa dos brasileiros. Os mais pobres estão tendo que apelar para alternativas mais baratas para fazer o tradicional arroz com feijão. O que explica: a alta dos preços atinge toda a população, mas é mais sentida por aqueles com menor renda, que gastam mais com alimentação, transporte e energia —os vilões da inflação nos últimos meses. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a inflação para as pessoas com renda inferior a R$ 1.650,50 teve alta de 9,24% no acumulado de 12 meses até junho. O IPCA, que considera toda a população brasileira, alcançou 8,35% nessa mesma base de comparação. Não deve mudar: os preços devem continuar pressionados no país, principalmente por causa da crise hídrica, que faz as contas de luz encarecerem e também eleva os custos da produção brasileira. As alternativas que os brasileiros mais pobres estão sendo forçados a recorrer: - Arroz quebrado: produto costuma ser usado em sopas e ração animal. Apesar da aparência, não há diferença em termos nutricionais para outros tipos de arroz.
- Feijão bandinha: é aquele que perdeu a casca e se partiu, que sai por menos de R$ 5 por quilo, enquanto o padrão chega a R$ 7.
- Ovo: no lugar da carne bovina, cujo consumo caiu 7% em 2020, mas tem gente recorrendo até a pé de frango. Em Cuiabá, há fila nos açougues para receber doações de restos de ossos de boi.
- Lenha e carvão: estão sendo usados para preparar os alimentos como substituição ao botijão de gás, que acumula alta de 24,25% em 12 meses até junho.
| | | | Não bastasse o aumento nas contas de luz nos últimos meses, os brasileiros podem ter que arcar com uma conta extra de R$ 3,6 bilhões até o fim do ano por causa da grave crise hídrica que acomete o país. Entenda: esse montante representa o quanto foi gasto de janeiro a maio com a contratação de usinas térmicas, que são uma alternativa quando as hidrelétricas - mais baratas - não operam em plena potência por causa da falta de chuvas. O acréscimo nas contas de luz deve ser mantido porque estamos no período seco, que dura até novembro. É nesse mês que, em tese, começa a chover com mais frequência, principalmente nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, que têm os níveis mais baixos. O que mudou: na quinta (22), o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) alertou que as "sobras" de potência - uma espécie de reserva de emergência - poderão se esgotar em novembro, já que houve mudanças no cenário de demanda considerado pelo órgão: - Previsão do PIB: os cálculos anteriores previam um crescimento de 3%, agora a estimativa é de 4,5%. A aposta do mercado é ainda maior, de 5,3%.
- Reabertura: retomada das atividades do comércio e serviços, além da manutenção do ritmo de produção industrial voltada para exportação.
Apesar da piora no cenário, o ONS salientou que não há risco de desabastecimento. | | | | Uma startup chilena de comida vegana e que também atua no Brasil anunciou uma captação de US$ 235 milhões (R$ 1,2 bilhão). Entre os investidores, estão Lewis Hamilton, heptacampeão da Fórmula 1, o tenista Roger Federer e Jack Dorsey, fundador do Twitter. A NotCo também já havia recebido recursos de Jeff Bezos, fundador da Amazon, e com esse aporte entrou para o rol de unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão). A empresa: a Notco cria receitas usando uma base de dados de plantas que podem ser combinadas para criar comidas que tenham sabor parecido com aquelas que têm origem animal. Com atuação em cinco países, a startup quer fazer do Brasil seu maior mercado e aumentar a participação nos EUA. Exemplos de alimentos produzidos pela Notco: - Leite integral que tem na sua fórmula suco de abacaxi concentrado, óleo de girassol e fibra de chicória.
- Hambúrguer com proteína de ervilha, óleo de coco, fibra de bambu, cacau em pó e proteína de arroz.
Por que importa: o mercado de alimentos à base de plantas deve movimentar entre US$ 100 bilhões (R$ 516 bilhões) e US$ 370 bilhões (R$ 1,9 trilhão) até 2035, segundo a The Good Food Institute. Um dos grandes desafios das empresas do setor é escalar sua produção, estratégia em que a Notco está investindo para diminuir seu custo por unidade. | | | | Já ouviu falar em forex? É um tipo de investimento do mercado de câmbio, mas que não é fiscalizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e ainda é o segundo produto mais citado pelas vítimas de golpes financeiros. Entenda: as operações acontecem com a compra de uma moeda e a simultânea venda de outra, ou seja, elas são negociadas em pares. O investidor ganha na diferença entre a valorização dessas divisas. O investimento em FX, como também é chamado, não é ilegal, mas tem que ser feito com uma conta em uma instituição estrangeira habilitada a operar Forex. Riscos: a ausência de regulação no país e a alta volatilidade fazem alguns analistas considerarem o Forex como um ativo de especulação. A operação fica ainda mais arriscada quando há a alavancagem - alternativa que corretoras oferecem aos clientes para multiplicar o recurso investido. Nesse caso, os retornos podem ser maiores, assim como as perdas. Alternativas: para quem busca diversificar sua carteira com investimentos ligados a moedas estrangeiras, há ativos menos voláteis e que são regulados pela CVM: - BDRs: recibos de ações estrangeiras e que são negociados na Bolsa; entenda.
- ETFs: fundos que seguem índices, como o S&P 500 (500 maiores empresas americanas), por exemplo.
- Fundos cambiais: investem em ativos atrelados a moedas estrangeiras.
| | | | | o que mais você precisa saber | | Ministério da Economia: - Caged (junho) - quarta, 28
IBGE: - Pesquisa anual de comércio (2019) - quinta, 29
- Pnad Contínua (maio) - sexta, 30
FGV: - IGP-M (julho) - quinta, 29
EUA: - PIB (segundo trimestre) - quinta, 29
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